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Erros que cometemos ao acumular coisas em casa

19 de Nov de 2021

Parece óbvio mas que levante a mão quem não guarda “aqui e ali” coisas que de facto nunca usa. Quem nunca? Seja numa divisão ou simplesmente numa gaveta, há sempre espaço para guardar aquilo que não sabemos bem onde e para quê guardar. Pode vir a ser útil mas na esmagadora maioria das vezes, até nos esquecemos que existe. Pois bem, apontamos alguns erros que cometemos ao acumular coisas em casa e que, de forma simples, pode evitar.


NÃO DEITAR FORA PAPÉIS INÚTEIS

Acumula correspondência, nomeadamente faturas, recibos e afins? Estes documentos têm prazos e tempos diferentes para guardar – depende daquilo a que se referem – que vão de seis meses a cinco anos, para os particulares. Mas damos duas dicas. Primeira: as faturas relacionadas com o IRS que entrem automaticamente no portal e-fatura podem ir já para a reciclagem. Segunda, as faturas dos serviços (água, eletricidade, gás e telecomunicações) têm um prazo de seis meses (passados os quais, prescrevem), portanto… É uma pilha de papel considerável, verdade?


NÃO DEITAR FORA (OU DAR) ALGO VELHO QUE SUBSTITUÍMOS POR NOVO

Comprar um utensílio, por exemplo, para substituir um antigo e ficar com os dois é comum, certo? Exato, é o que não deveria acontecer. Que nunca pensou “vou ficar com este de reserva, para desenrascar no caso do outro se estragar?” Pois, esqueça lá isso, vai chegar ao ponto em que, nessa linha de pensamento, vai duplicar tudo e mais alguma coisa!


NÃO SUBSTITUIR PRODUTOS DE HIGIENE

Os produtos de higiene (mas também de beleza) são um caso sério de acumulação. Lá porque os prazos de validade são grandes, não quer dizer que, depois de abertos, os produtos mantenham a mesma qualidade. Assim, lembre-se de “dar uma volta” aos armários da casa de banho duas vezes por ano, por exemplo. É mesmo uma questão de saúde, para lá da questão da organização e arrumação. E quem fala em produtos de higiene também fala de medicamentos. Muitos têm prazos reduzidos após abertura mas acabam por permanecer guardados.


NÃO PRIVILIGIAR O ESSENCIAL

Já ouviu a expressão “keep it simple”? Pois bem, este princípio defende que devemos manter as coisas simples (coisas, processos, e afins) e vai ao encontro de outra expressão bem conhecida: menos é mais! Em casa, esta regra pode aplicar-se na perfeição, mesmo que não seja defensor da tendência minimalista. Quantas vezes já deu por si a olhar para os armários cheios de coisas que passa tempos sem usar? Podem nem estorvar mas a verdade é que, no mínimo, ocupam espaço. Se tem um dia-a-dia ocupado, o tempo que passa em casa ganha (ainda) mais importância e para ter tempo de qualidade não precisa andar sempre a limpar ou arrumar a casa.


Destralhar continua a fazer sentido; dê uma nova vida ao que não usa (se estiver em condições) ou arrume de vez – no lixo – as coisas que só atrapalham sem qualquer utilidade. Acumular coisas em casa sem lhes dar uso justifica-se, eventualmente, por questões emocionais mas, mesmo essas podem não fazer sentido.


Frase-chave: Erros que cometemos ao acumular coisas em casa

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