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Tradições (exclusivas) portuguesas

9 de Jun de 2022

Tradição é algo que se transmite de geração em geração e nos define enquanto povo e país. Faz parte da nossa alma, do nosso ADN. E em Portugal, resultado de todo o nosso percurso histórico, temos séculos e séculos de influências que, a par das que surgiram espontaneamente, geraram tradições únicas. A nossa sugestão de hoje por revisitar tradições (exclusivas) portuguesas que nos enchem de orgulho.


ZÉ POVINHO

O Zé Povinho faz parte das maiores tradições portuguesas no âmbito da sátira e crítica sociais. Foi criado em 1875, por Rafael Bordalo Pinheiro, e adaptado como personificação nacional portuguesa. Na medida em que é uma personagem satírica, representa o povo português realçando as suas qualidades e defeitos, de forma exagerada. Uma tradição muito utilizada para criticar o sistema político e outras situações de forma caricata.


AZULEJOS PORTUGUESES

Os azulejos são uma das marcas mais relevantes de Portugal e uma das mais cobiçadas pelos turistas, especialmente pelos apaixonados por fotografia. Certamente, já se deparou com fotografias no Instagram tiradas às paredes de azulejos azuis, tão característicos do nosso país. Cobrem muitos dos edifícios públicos e monumentos portugueses, assim como retratam vários momentos da História.


GALO DE BARCELOS

O Galo de Barcelos é um dos símbolos e tradições portuguesas mais famosa. Conhece a lenda que está na sua origem? Um galego que passou por Barcelos, a caminho de Santiago de Compostela, foi acusado de um crime e condenado à forca. Suplicou que o levassem até ao juiz a quem reiterou estar inocente e, como prova, apontou para um frango assado na mesa do banquete que ali decorria e que supostamente cantaria. Efetivamente, reza a lenda que no momento em que o enforcaram, o galo levantou-se e cantou. A sorte terá sido o nó da corda estar mal feito e o rapaz sobreviveu. Para eternizar a lenda, o artesão Domingos Côto criou o primeiro Galinho de Barcelos, um ícone nacional que ainda hoje se mantém popular.


ARTE XÁVEGA

É em Espinho e na Costa da Caparica, essencialmente, que se pode observar esta arte perdida: a Arte Xávega. Assim, consiste na pesca artesanal, feita com rede de cerco e o seu equipamento é composto por um cabo de flutuadores que, a meio, possui um saco de rede em forma cónica (xavalar). Antigamente, era praticada com recurso a animais mas, hoje em dia, é feito por via de tração mecânica.


ARRAIOLOS

Arraiolos, terra alentejana, é também nome de uma técnica portuguesa de tapeçaria que surgiu ainda antes do século XVII. O ponto de Arraiolos é um ponto cruzado oblíquo que, por duas meias cruzes, formam um ponto completo. São poucas as pessoas de faixas etárias mais baixas a saberem praticar esta arte mas quem visita Portugal fica encantado com as peças finais e dificilmente resiste a adquirir pelo menos uma.


LENÇO DOS NAMORADOS

Falar de tradições portuguesas sem referir os Lenços dos Namorados do Minho seria impensável. Estes são peças de artesanato e de vestuário típicas da região do Minho usadas por mulheres com idade para casar. Manda a tradição que as raparigas apaixonadas bordam os seus lenços com desenhos e mensagens, normalmente em quadras, para entregar aos seus amados quando estes se ausentam. Curiosamente, tornou-se apreciada pelo seu simbolismo mas também pelos erros ortográficos que as raparigas cometiam ao escrever.


CARETOS DE PODENCE

Os Caretos de Podence são personagens originárias do Nordeste Transmontano e do Alto Douro mas as suas raízes remontam aos Celtas, da época pré-romana. No Carnaval, é tradição os homens usarem máscaras rudimentares de nariz pontiagudo, feitas de couro, madeira ou latão, pintadas de vermelho, amarelo, verde ou preto. O vestuário, de lã, segue o mesmo padrão de cores e engloba chocalhos colocados à cintura – origem ao típico ruído dos Caretos.


PAULITEIROS DE MIRANDA

Com o mesmo estilo dos Caretos, os Pauliteiros de Miranda são um grupo de dança guerreira mas característica das Terras de Miranda. Ao som da gaita-de-foles, caixa, bombo e castanholas, a dança com os paus retrata momentos históricos da região. Os trajes são únicos no mundo: um grupo de oito homens veste uma saia bordada, camisa de linho, colete de pardo, botas de cabedal, meias de lã aos quais soma um chapéu, normalmente decorado com flores. Por fim, usam os dois palos (paus) com os quais dançam de forma coordenada.


DOCES CONVENTUAIS

Os doces conventuais são uma das tradições portuguesas mais antigas e mais apreciadas por todos. As receitas, algumas secretas, com centenas de anos, tornam estas iguarias ainda mais especiais. Alguns acreditam que a origem da doçaria convencional portuguesa foi no século XV, quando o açúcar entrou na gastronomia dos conventos de Portugal. A lista de doces é longa e abrange várias regiões de Portugal, até porque algumas das doçarias estão mesmo distinguidas a nível nacional e internacional. Portanto, nada melhor que provar.


FILIGRANA

A Filigrana Portuguesa é um trabalho artesanal, feito com fios muito finos e pequenas bolas de metal, soldadas de forma a compor uma forma. As peças mais famosas são os corações de Viana. Uma tradição muito viva na Região Norte, sendo usados pelas noivas nos seus vestidos e pelos ranchos folclóricos do Minho, que aplicam estas peças aos seus trajes femininos.


Muitas mais se somariam, com certeza. O fado, por exemplo, inconfundível estilo musical genuinamente português que se ouve especialmente nos bairros mais típicos de Lisboa e Porto, a par dos xailes negros e guitarras portuguesas que dão ritmo à saudade. Ahhhh, a saudade…


Frase-chave: Tradições (exclusivas) portuguesas

Arraiolos
Arte Xávega
Azulejo
Caretos
Caretos de Podence
Doces Conventuais
fado
Filigrana
Galo de Barcelos
Lenço dos Namorados
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