Imagine que se candidata à função com que sempre sonhou. Imagine que o seu telefone toca e que, “do outro lado”, uma voz confirma que foi selecionado(a) para uma entrevista de emprego. E agora?
O tema “coronavírus” está na ordem do dia e o seu impacto nas rotinas dos portugueses é já bem visível. O mercado de trabalho não é, de todo, exceção. As empresas são locais de aglomeração que podem facilitar o contágio. Por outro lado, a entrevista continua a ser uma etapa indispensável no recrutamento. Ou seja, se quer ser selecionado, não há como “escapar”.
Calma, nada de pânico! A situação é preocupante, com certeza, mas se se sente confortável com a ideia, porque não ir? De forma geral, e isto é válido em qualquer situação, não se esqueça de seguir as medidas de higiene e etiqueta respiratória para reduzir a exposição e transmissão da doença. Os conselhos são já sobejamente conhecidos mas nunca é demais relembrar. Deve, por exemplo, lavar as mãos frequentemente, evitar o contacto destas com a boca, os olhos e o nariz e tossir ou espirrar para o braço com o cotovelo fletido.
Se por alguma razão não se sente seguro também há alternativas. Seja por se tratar de uma zona onde o risco é mais elevado – sabemos que em Portugal há zonas mais afetadas que outras - seja porque simplesmente fica mais tranquilo, porque não propõe (caso a entidade não o faça) uma entrevista via Skype ou através de outra ferramenta online?
O recurso à tecnologia pode ser opção mas também neste caso há que ter (outros) cuidados. Mesmo que pareça demasiado óbvio, certifique-se que tem energia, acesso à internet e prefira o computador ao tablet (liberta as mãos e não corre o risco de agitar). Escolha um local com luz, sossegado e vista-se tal como se de uma entrevista presencial tratasse. Acima de tudo, pratique: olhe para a camera enquanto fala e para o ecrã enquanto escuta – esta será uma forma de tentar perceber os sinais de linguagem corporal.
Presencialmente ou não, a sua carreira não precisa ficar em standby.