O vírus COVID-19, mais conhecido por coronavírus já se faz ouvir por todo o mundo, deixando empresas, investidores, a população em alerta total, e o negócio imobiliário não foge á regra.
O imobiliário que viveu momentos de glória em Portugal nos últimos anos, já está a sentir os efeitos deste vírus.
Como é que se pode ver afetado e proteger-se da pandemia, entretanto declarada pela Organização Mundial de Saúde? "
"Seja pelo impacto direto da economia nacional - que tal como disse o primeiro-ministro António Costa "não ficará imune a esta crise” -, seja por efeito externo, em cascata, através dos investidores internacionais, o imobiliário português, à semelhança de outros setores de atividade, vai (e está já a) sentir as moléstias do coronavírus a vários níveis, que poderão terminar num enfraquecimento do dinamismo que tem protanonizado." avança o Idealista.
Já se sente o efeito do contágio do coronavírus no imobiliário?
Hugo Santos Ferreira vice-presidente da APPII (Associação Portuguesa dos Promotores e Investidores Imobiliários, afirma que apesar de "não temos ainda dados concretos e mensuráveis do efeito que o coronavírus já está a ter no mercado, mas uma coisa é certa, o seu efeito já se está a sentir", uma vez que já houve bastantes cancelamentos de reuniões, conferências, ficando até muitos funcionários adotar a filosofia do teletrabalho.
Reis Campos, presidente da AICCOPN, Associação Portuguesa dos Promotores e Investidores Imobiliários que junto do Governo defendeu a necessidade de serem adotadas medidas de apoio a todo o universo empresarial. Reis Campos por outro lado acredita que "no imobiliário ainda é cedo para aferirem os impactos reais".
Luís Lima, presidente da APEMIP (Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária em Portugal) afirma que "O coronavírus está a ameaçar a economia mundial, com um impacto negativo nas bolsas, o que significa que todo o tipo de investimentos é posto em causa face ao panorama de possível pandemia."
Francisco Bacelar presidente ASMIP, presidente da Associação dos Mediadores do Imobiliário de Portugal defende que "até ao momento, houve apenas uma diminuição dos contactos, especialmente para quem trabalha mais com investidores estrangeiros, que naturalmente deixaram de viajar ou de se exporem a possíveis contágios. A nível interno, também houve alguma quebra nos contactos, mas mantêm-se a procura, especialmente para habitação na faixa de baixos preços, ou do consumidor final."
Os presidentes da APII, AICCOPN, APEMIP, ASMIP são unânimes no que toca a opiniões, tendo a plena consciência de que o COVID-19 está a ter um impacto negativo no mercado, contudo defendem que não podemos ser demasiado alarmistas e confiar que em poucas semanas tudo voltará ao normal.
Francisco Bacelar, presidente da ASMIP" acrescenta que toda esta situação "será sempre uma questão política e excecional, é certo, mas para grandes problemas justificam-se sempre soluções extraordinárias, que “mitiguem” males maiores."
Os responsáveis por todas estas associações defendem ainda que é fundamental analisar a situação e o impacto que a mesma irá surtir nas empresas, e arranjar soluções.
Fonte: Idealista/Link do artigo: https://www.idealista.pt/news/financas/economia/2020/03/11/42704-o-impacto-do-coronavirus-no-imobiliario