As circunstâncias atuais trouxeram consigo preocupações e ansiedade adicionais às nossas rotinas. É natural. Uns mais que outros manifestam (ou sentem) preocupações legítimas, tenham elas a ver com a saúde, com o emprego ou qualquer outra situação.
O stress e a ansiedade são suficientes para enfraquecer o sistema imunitário, perturbar a qualidade do sono, influenciar o humor e, em casos mais acentuados, potenciar doenças e distúrbios alimentares. Não são mais que uma reação natural do organismo a situações eventualmente prejudiciais, percetíveis ou não, que o deixam alerta. Mas, em excesso, é uma condição debilitante.
O emprego ou a ausência dele – e a redução ou falta de rendimentos - está frequentemente na origem destas situações (mas está longe de ser a única). Sintomas como batimento cardíaco acelerado, respiração ofegante, sensação de “nó na garganta”, baixos níveis de concentração, preocupação excessiva, pensamento “acelerado”, alteração do apetite, dificuldade em dormir ou baixos índices de energia podem indiciar que está a atravessar uma fase mais stressante. Mas saiba que há algumas técnicas que pode (e deve) seguir para fazer face a esta condição.
FECHE OS OLHOS E RESPIRE FUNDO
É fácil dizer, não tão fácil de concretizar mas, ainda assim… Pare, feche os olhos, imagine-se um local agradável, respire calmamente e tente colocar os problemas de lado. Não deixam de existir, obviamente, mas acalme-se por instantes e procure manter a serenidade. Vai enfrentá-los de outra forma. Dizem os entendidos que controlar a respiração ajuda a reduzir o cortisol, conhecida hormona do stress. Existem exercícios de respiração que podem ajudar a, como se diz, respirar para a barriga.
EXERCÍCIO FÍSICO
O exercício físico liberta endorfinas no cérebro, substâncias que promovem a sensação de paz e de tranquilidade; daí ser altamente eficaz no combate ao stress e ansiedade já que produz um efeito relaxante e ajudar a diminuir a tensão. A prática regular de exercício físico descontrai o corpo e ativa o sistema imunitário. Uma caminhada de 20 ou 30 minutos, três a cinco vezes por semana, pode ajudar a gerir melhor o stress. Experimente, além de benéfico neste âmbito, também melhora aspetos cognitivos como a memória ou a aprendizagem.
PENSE POSITIVO
Por vezes (vezes demais), damos demasiada importância à negatividade. O cérebro humano recorre frequentemente a este mecanismo de sobrevivência, antecipando perigos (mesmo que não existam) e preparando o organismo para se defender. Esta inquietação leva à libertação de substâncias (nomeadamente, cortisol) para que estejamos “alerta”. Mas a boa notícia é que podemos treinar o nosso cérebro. Aprenda a ver o copo meio cheio e pense positivo! Foque-se nos atributos positivos e nas conquistas. Ao invés de dar atenção às dificuldades ou obstáculos, use-os como aprendizagem num caminho para um futuro melhor. E valorize o presente, dando atenção ao que no presente lhe dá prazer.
As dicas não se ficam por aqui; com uma breve pesquisa, encontrará com certeza muitas indicações para fazer frente ao stress e à ansiedade. Acima de tudo, tenha em conta que fases menos boas fazem parte da vida mas há sempre uma forma de ultrapassá-las. Melhor ou pior, mais depressa ou mais devagar, os problemas resolvem-se. Até porque há coisas que, simplesmente, não conseguimos controlar. Respeite as suas limitações e, se for caso disso, procure ajuda! Não deixe que o stress e a ansiedade assumam o papel principal na sua vida.