"O imobiliário irá continuar a ser um refúgio, dado ser um ativo real e produzir rendimento" avança o administrador da Square AM, Pedro Coelho numa entrevista ao Idealista.
Após toda a incerteza provocada pelo Covid-19 e das possíveis oscilações do setor imobiliário o administrador avança que não podemos entrar em pânico e tomar decisões precipitadas. Mais do que nunca é fundamental manter o “sangure frio e a disciplina”, afirma.
Estamos numa altura que não conseguimos dominar o que se passa no país e no Mundo, a não ser, sermos responsáveis pelos nossos próprios atos.
Relativamente ao imobiliário, o administrador prevê, ainda que no meio de algumas incertezas, “uma recessão que não sabemos o quão profunda será e por quanto tempo”, posto isto acredita-se de que o mercado irá sofrer com isso e registar uma queda.
Ainda assim, sendo o imobiliário um “refúgio” porque é um ato real e de rendimento e já que tudo indica que os juros não irão subir, podem ser boas notícias.
O imobiliário um "refúgio" para investidores
Numa entrevista ao Idealista Pedro Coelho sobre esta questão coloca o pontos nos is e responde de uma forma muito completa que passamos a citar:
"O imobiliário foi surgindo como uma classe alternativa de investimento e eu diria que sempre foi, mas de alguma maneira com taxas de juro muito altas, era (uma classe alternativa), mas pouco competitiva . E, portanto, tipicamente, compara-se com as classes mais tradicionais que são obrigações e ações para investidores mais qualificados, e para investidores menos qualificados, ou fundos de investimento como forma de investir indiretamente ou investindo diretamente. Alternativamente, ainda há os depósitos a prazo, que no fundo é o mais defensivo e mais seguro.

Durante muitos anos, digamos só por si a taxa de juro era atrativa, o risco era baixo, e portanto os particulares avessos ao risco aplicavam as poupanças em depósitos a prazo. A partir do momento em que as taxas de juro começam a descer muito, e no fundo já estamos um pouco a assistir a isso, se calhar desde há quase dez anos, nunca tiveram tão baixas como hoje. Portanto os produtos que dependem de taxa de juro têm vindo cada vez mais a serem menos competitivos. Os produtos, digamos, de mais risco, que são os produtos de alguma maneira ligados com ações, são produtos que têm tido retornos elevados, mas também têm mais risco naturalmente, têm mais volatilidade, por um lado, e por outro, nós sabemos que não podem crescer para sempre", conclui.
Os conselhos passam por um reforço adicional de cautela face ao momento que se vive, e o de privilegiar aplicações em produtos que garantam mais liquidez.
Fonte: Idealista