Depois de alcançar o terceiro melhor ano de sempre em volume de transações em 2020 – quem diria, face ao contexto - o imobiliário enfrenta 2021 com otimismo, moderado – é certo. Tendo em conta os sinais de recuperação que se fazem sentir desde o terceiro trimestre do ano passado, é provável que o setor mantenha um desempenho interessante em 2021. Quem o diz é um estudo de uma conceituada consultora multinacional que, a par com um outro publicado já esta semana aponta um futuro próximo de sentido ascendente.
Em termos de valores, a pandemia veio suavizar a tendência de subida. Observa-se agora uma estabilização e há expectativa de eventual correção em baixa mas essa correção não deve ocorrer nas principais cidades do país. E são os especialistas que o dizem. Isto, em termos de compra e venda. Se analisarmos o mercado de arrendamento, o aumento da oferta por via da inclusão do alojamento local no mercado de longa duração, pode levar a alguma redução de preços. No entanto, logo que as circunstâncias o permitirem, é expectável que regressem ao sistema de curta duração, portanto, poderá ser apenas temporário.
Em termos de investimento, Portugal continua no radar dos investidores, nomeadamente internacionais. O interesse pelos ativos imobiliários por parte dos particulares também se mantém, até por via das baixas taxas de juro que se verificam. A Euribor a 6 meses bateu hoje um novo mínimo histórico e a tendência veio para ficar. A reforçar tudo isto, a média de 18 imóveis vendidos por dia pela RE/MAX + Grupo Vantagem. Portanto, o dinamismo do mercado, ainda que impactado pela pandemia, é real. O imobiliário enfrenta 2021 com otimismo e está “vivo”. Cauteloso, mas “vivo” e resiliente.
EM SUMA...
Uma coisa é certa: na sua maioria, os players de mercado acreditam que o imobiliário continua a ser um investimento seguro. Adicionalmente, a resiliência da construção e do imobiliário tem sido reconhecida e o seu contributo para a economia e o emprego também são consensuais.