O imobiliário português continua a dar que falar e a registar sinais promissores na reação ao impacto que o Covid-19 gerou no mercado.
A China iniciou o regresso à “normalidade” primeiro que a Europa, depois de controlar a propagação do vírus. E isso tem vindo a repor o interesse de investidores e famílias chinesas no imobiliário nacional. Algumas notícias avançam, por exemplo, que portais imobiliários chineses especializados em territórios exteriores registam nas últimas seis semanas uma subida da procura, em comparação com o mesmo período entre janeiro e fevereiro.
O Financial Times citou recentemente agências que apontam diversas áreas de interesse, nomeadamente Portugal, como destino europeu onde os investidores podem até obter vários benefícios. Não obstante, há também algumas reservas decorrentes das restrições que, sabemos, ainda se fazem sentir.
Na mesma linha, vamos conhecendo a perspetiva de outros players do mercado nacional que mantêm a convicção no imobiliário enquanto opção de investimento. Ou seja, a resiliência e a capacidade de reinvenção de algumas empresas permitiu o aproveitamento, no bom sentido, das oportunidades e uma resposta mais eficaz às circunstâncias.
Assim, há mesmo quem avance um 4º trimestre de 2020 já forte e a continuidade da recuperação em 2021, até porque o nosso país continua a ser visto de forma muito positiva pelo exterior. Lisboa, por exemplo, chega a ser apontada como um dos quatro únicos mercados onde os preços do imobiliário de luxo vai subir este ano. E assim o restante país sentirá reflexos disso. Quem o afirma é a reputada Consultora Knight Frank na sua primeira análise sobre o impacto da pandemia no segmento mais alto do imobiliário. Isto nas 20 principais cidades do mundo.
A par com Viena, Mónaco e Shanghai, a capital portuguesa perfila-se na linha da frente e antevê-se mesmo uma subida superior a 5% para 2021. A forma de gestão neste cenário que vivemos associada à elevada procura e oferta limitada irá, segundo a Consultora, impulsionar a recuperação de preços.