O imobiliário continua a surpreender pela positiva. Ao contrário das expectativas, o setor continua a ser um motor da economia e com dinâmicas que contrariam as quebras e retrocesso que muitos anunciavam (e continuam a anunciar). Uma constatação sustentada por factos e números recentemente divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística. Os preços não baixam e vamos perceber porquê.
A pandemia fez abrandar a subida de preços mas o que é facto é que, em média, os imóveis estão mais caros. Porquê? Maioritariamente devido a uma procura sustentada que continua a exceder largamente a oferta; mas também ao crédito que, devido às reduzidas taxas de juro, mantém o "preço do dinheiro" em valores baixos.
O INE avançou já este mês que, trimestralmente, os preços subiram 4,9%, 0,8% e 0,5%, no primeiro, segundo e terceiros trimestres de 2020, respetivamente. De facto, a subida abrandou mas não deixou de se verificar. Se analisarmos em termos homólogos, comparando com o mesmo período do ano passado, o preço dos imóveis aumentaram 10,3%, 7,8% e 7,1% também no primeiro, segundo e terceiro trimestres, respetivamente.
E como se vai comportar o mercado daqui em diante? Responder com certezas seria fazer futurologia mas dizem os especialistas que a expectativa é haver uma correção em baixa dos preços das casas nos próximos meses. Mas será o movimento natural do mercado e nada que se pareça com quebras rápidas e acentuadas. É do consenso geral que o mercado residencial está cautelosamente otimista, até porque o “apetite pelo imobiliário” se mantém em Portugal. O país continua no radar dos investidores imobiliários o que, por si só, já é um ótimo indicador.
Imobiliário: preços não baixam.