Surgiram por estes dias nos meios de comunicação vários artigos e notícias sobre a resiliência do imobiliário em contexto Covid-19. E a verdade é que a anunciada crise no setor e a quebra abrupta de preços não surgem, para já, no horizonte mais próximo. Pelo contrário, o imobiliário, em particular a área residencial, parece mesmo ter surpreendido pela positiva.
Sem negar os impactos causados neste setor (como em tantos outros), a verdade é que os imóveis continuam a vender-se (ou arrendar-se); o investimento continua a acontecer, os projetos de construção multiplicam-se e o crédito, esse, continua a ser concedido.
Se a incerteza se mantém, pois não há certezas absolutas e continuamos a ter de lidar com a pandemia, atualmente podemos dizer que o imobiliário reagiu bem melhor do que as previsões iniciais apontavam. Não houve - nem se esperam para já – quebras abruptas nos preços. Há uns meses, o especialista Gonçalo Nascimento Rodrigues veio a público explicar que, neste mercado, os processos de redução de preços não são como, por exemplo, na Bolsa – onde, de um momento para o outro, dão verdadeiros trambolhões.
Recentemente, também a Savills Portugal divulgou previsões no mesmo sentido. Patrícia de Melo e Liz, CEO da reputada Consultora, avançou ao Idealista que, “apesar da incerteza, a resiliência do setor residencial leva a Savills a prever que não devam existir quebras significativas nos indicadores de performance deste setor”.
Que é flexível e resistente, o mercado já provou. Também no caso particular da RE/MAX + Grupo Vantagem, os resultados comprovam-no. Apesar da pressão que, transversalmente, todos os players sentem, o que é facto é que a rápida capacidade de adaptação resultou na moderação do impacto. Ainda assim, sejamos cautelosos, os constrangimentos fazem-se sentir (e farão, certamente, mais algum tempo) mas os indicadores continuam, para já, positivos.