O Instituto Nacional de Estatística revelou que a taxa de juro implícita nos contratos de crédito habitação baixou em maio. Assim, no conjunto destes contratos, a taxa regrediu para 0,903%; se considerarmos os contratos celebrados nos últimos três meses, assistimos igualmente a uma quebra do valor que se fixa agora nos 0,845%.
A taxa de juro implícita, determinada pelo quociente resultante dos juros pagos e do capital em dívida, em sentido contrário, aumentou. No conjunto dos contratos, subiu 124 euros face ao mês anterior para 54.010 euros. Tendo em conta os contratos celebrados nos últimos 3 meses, então o montante médio fixou-se nos 108.189 euros, mais 302 euros face ao mês anterior.
De referir ainda que o INE alerta para o facto das reduções das taxas e da prestação média mensal registadas em abril e maio poderem ter por base o regime de moratória criado pelo governo. Ora, este regime, suspendendo o pagamento da prestação do crédito à habitação – total ou parcialmente – poderá impactar taxas e prestações, surgindo como mais um fator a ter em conta nesta análise.