A JLL, reputada Consultora internacional, voltou a analisar as perspetivas dos investidores e aponta otimismo face ao mercado imobiliário português. O estudo "A Perspetiva do Investidor na Análise pré e pós-Covid19” versa sobretudo sobre o retalho e escritórios enquanto opções de investimento e é um novo indicador, a somar a muitos outros, de que o imobiliário nacional não tem um panorama tão pessimista como inicialmente se antecipou.
A análise estima que Portugal, ainda assim, devido à incerteza causada pelas circunstâncias atuais, devemos assistir a uma subida das yields quer no retalho como nos escritórios.
Investidores mantêm-se otimistas quanto ao mercado português mas antecipam subidas das yields nos escritórios e retalho, apurou um inquérito realizado pela JLL. Quando cerca de 65% dos investidores receberam pedidos de isenção de renda dos escritórios durante o confinamento, a maioria deles acredita num ajuste dos valores que não deve ultrapassar os 10%.
O responsável máximo pelos Capital Markets da JLL refere que Portugal é visto cada vez mais como um mercado seguro. Mas não só. Antes da pandemia, assistíamos a números muito elevados no âmbito da procura e, tendo em conta a escassez de oferta, a vamos continuar a registar um desequilíbrio entre ambas.
A reforçar esta ideia, Portugal é cada vez mais reconhecido também em terras sul-americanas como um dos destinos preferenciais para viver em tempo de reforma. Quem o afirma é Chris Immelman, dirigente máximo da Pam Golding International, associada internacional da Savills. O custo de vida, os acessos a cuidados de saúde e o clima são os atributos mais destacados no nosso país. As Maurícias e as Seychelles estão na linha da frente a par com os EUA e Granada; mas o facto de termos taxas de imposto relativamente baixas de cerca de 28%, não ser cobrado imposto sobre a riqueza ou herança nem impostos sobre pensões no exterior também pesam a nosso favor na hora de optar.