A Consultora Cushman & Wakefield divulgou esta semana um estudo que divulga que, no conjunto dos investidores, há mais de 7 mil milhões de euros para investir no imobiliário, no segmento comercial. Esta é mais uma prova de liquidez e confiança no mercado imobiliário nacional.
Foram inquiridos mais de meia centena de investidores que demonstraram intenção de investir, apesar da pandemia, em escritórios e residências para estudantes, por exemplo. Até porque preveem um regresso à normalidade ocupação destes espaços num período de três meses. Mas a vertente residencial e logística também mostram sinais de vitalidade e ganham relevância nas preferências.
No estudo, conclui-se que “os investidores estão, em grande parte, ativos e operacionalmente preparados para fechar negócios, e não antecipam descontos significativos.”
Também esta semana, a Casafari revelou as tendências do imobiliário nacional, avançando que a pandemia levou à diminuição da oferta de imóveis para venda. Ainda assim, não foi suficiente para se sentir grande impacto nos preços praticados.
A proptech analisou mais de cinco milhões de imóveis para desenvolver o Market Report e concluiu que a estabilidade nos preços por metro quadrado se mantem. Detalhando, a Casafari regista, sim, uma redução no número de novos apartamentos promovidos nas plataformas.
Nils Henning, fundador da organização, avança mesmo que os dados já indicam alguns sinais de retoma, como também temos vindo a anunciar.
Na prática, é este mais um estudo que contraria dados muito menos animadores que alguns players têm divulgado. Nomeadamente, na reportagem da Sábado, que noticiou saldos no imobiliário até 40% na sua última edição. Por outro lado, no arrendamento, vieram também a público notícias que apontavam para descidas que chegavam aos 20% nas rendas.