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Novo Pacote Fiscal para a Habitação: O Que Muda para Si

Novo Pacote Fiscal para a Habitação: O Que Muda para Si

Bruna Araujo 17/06/2026
Legislação Mercado

Política de Habitação · 2026

IVA da construção desce para 6%, IRS sobre rendas cai para 10% e inquilinos passam a deduzir mais. Conheça todas as medidas aprovadas.

Grupo Vantagem

Junho 2026

5 min de leitura

Com base no que foi amplamente noticiado pela comunicação social, o Presidente da República promulgou o decreto do Governo que cria novas medidas fiscais para a habitação em Portugal. O pacote inclui a redução do IVA da construção para 6% e a descida da taxa de IRS sobre rendimentos prediais de 25% para 10% — para proprietários que pratiquem rendas moderadas. Um conjunto de medidas que pode mudar o enquadramento do mercado imobiliário nos próximos meses.

6%

IVA da construção (desceu de 23%)

10%

IRS sobre rendas moderadas (desceu de 25%)

900€

Dedução de rendas no IRS em 2026

660K€

Limite máximo de preço moderado na compra

O Que É o Pacote Fiscal para a Habitação

O diploma aprovado pelo Governo e promulgado pelo Presidente da República tem como objetivo principal aumentar a oferta de habitação no mercado — tanto para venda como para arrendamento. As medidas centram-se no conceito de preço moderado, que o Governo criou para definir os limites máximos de acesso aos benefícios fiscais.

No caso da compra, é considerado preço moderado um imóvel até cerca de 660 mil euros. No arrendamento, o limite das rendas moderadas fica nos 2.300 euros mensais em 2026. Acima destes valores, as medidas não se aplicam.

"O Governo acredita que estas alterações fiscais poderão ajudar a estimular a construção, aumentar a oferta de casas e aliviar parte da pressão sentida no mercado imobiliário português."

As Principais Medidas, Uma a Uma

1
IVA da Construção desce para 6%

A medida mais impactante do pacote. O IVA da construção, que era de 23%, passa para 6% — aplicável a imóveis destinados ao arrendamento com rendas moderadas ou à venda dentro dos limites definidos pelo Governo. Uma redução que poderá tornar viáveis projetos de construção que até agora não tinham margem.

2
IRS sobre rendas desce de 25% para 10%

Os proprietários que pratiquem rendas até 2.300 euros mensais passam a beneficiar de uma taxa reduzida de IRS de 10% sobre os rendimentos prediais, face aos atuais 25%. Um incentivo direto para colocar mais imóveis no mercado de arrendamento a preços acessíveis.

3
Maior dedução de rendas no IRS para inquilinos

O limite de dedução das rendas no IRS sobe dos atuais 700 euros para 900 euros em 2026, e deverá atingir os 1.000 euros a partir de 2027. Uma medida que beneficia diretamente quem arrenda casa e procura aliviar o esforço mensal com habitação.

4
Isenção de mais-valias com reinvestimento em arrendamento

Quem vender um imóvel e reinvestir o valor obtido em habitação destinada ao arrendamento com rendas moderadas poderá beneficiar de isenção de mais-valias. Uma medida que incentiva a reafectação de capital para o mercado de arrendamento acessível.

5
IMT fixo de 7,5% para compradores não residentes

Para compradores não residentes, o IMT passa a ser uma taxa fixa de 7,5%, sem acesso a isenções ou reduções quando os imóveis se destinarem a habitação. Uma alteração relevante para investidores internacionais que importa conhecer antes de avançar com qualquer decisão de compra.

O Que Isto Significa para o Mercado

O pacote fiscal chega num momento em que o mercado imobiliário português vive sob pressão em vários vetores: preços em alta, oferta insuficiente e taxas de juro que, apesar de estáveis por agora, continuam a condicionar o acesso ao crédito habitação. As medidas aprovadas respondem diretamente a alguns destes desafios — em particular ao problema da escassez de oferta no arrendamento acessível.

Para os proprietários que já têm imóveis arrendados dentro dos limites das rendas moderadas, a descida do IRS de 25% para 10% é uma vantagem imediata e significativa. Para quem ainda pondera colocar imóveis no mercado de arrendamento, o novo enquadramento fiscal torna essa decisão consideravelmente mais atrativa.

No segmento da construção, a redução do IVA para 6% poderá desbloquear projetos que aguardavam melhores condições de viabilidade — o que, a médio prazo, se poderá traduzir num aumento efetivo da oferta habitacional.

"Um conjunto de medidas que, se bem aproveitadas, podem criar oportunidades reais — tanto para quem quer arrendar o seu imóvel de forma mais rentável, como para quem procura comprar ou investir no mercado português."
⚠️ As medidas estão promulgadas mas aguardam ainda publicação em Diário da República para produzir efeitos. Recomendamos que consulte um especialista antes de tomar decisões com base neste diploma.

GRUPO VANTAGEM · RE/MAX

Tem Dúvidas Sobre Como Estas Medidas o Afetam?

A nossa equipa está disponível para o ajudar a perceber o impacto destas alterações na sua situação específica — seja proprietário, inquilino ou investidor.

Tags: #Fiscalidade #Habitação #IVA Construção #IRS Rendas #Arrendamento #IMT #Investimento #Portugal 2026
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