Dados INE · Agosto 2026
Procura Turística dos Residentes, 1.º Trimestre de 2026 — máximo histórico para o período
Grupo Vantagem
Agosto 2026
5 min de leitura
No 1.º trimestre de 2026, os residentes em Portugal realizaram 5,6 milhões de viagens — um máximo histórico para este período do ano. Os dados acabados de divulgar pelo Instituto Nacional de Estatística revelam um mercado turístico interno em aceleração, com destaque para o crescimento expressivo das viagens ao estrangeiro. Uma tendência com implicações diretas para o setor imobiliário e para o mercado de alojamento em Portugal.
5,6M
Viagens no 1.º trimestre de 2026 — máximo histórico
+7%
Crescimento total face ao período homólogo
+30%
Crescimento nas viagens ao estrangeiro
21,4%
Dos residentes fez pelo menos uma viagem turística
Um Trimestre de Recordes
O 1.º trimestre de 2026 ficou marcado por um crescimento consistente em todos os meses: +3,7% em janeiro, +7,9% em fevereiro e +9,6% em março. O total de 5,6 milhões de viagens representa o valor mais alto de sempre para os primeiros três meses do ano, consolidando uma trajetória de crescimento que vinha já do trimestre anterior.
A grande novidade do trimestre foi a aceleração das viagens ao estrangeiro — que cresceram 30%, para 923,8 mil deslocações, representando já 16,6% do total. As viagens em território nacional cresceram também, mas a um ritmo mais moderado de 3,4%, totalizando 4,6 milhões.
"As viagens ao estrangeiro explicam 58,5% do aumento total registado no trimestre — um sinal claro de que os portugueses estão cada vez mais móveis e confiantes para viajar além-fronteiras."
Porque é que os Portugueses Viajam
Os dados do INE revelam também as motivações por detrás das deslocações — e a leitura é relevante para quem atua no mercado imobiliário e turístico.
Principal motivação — Portugal
48,9%
Visita a familiares ou amigos — o que reforça o papel da segunda habitação e do alojamento particular nas deslocações internas.
Principal motivação — Estrangeiro
58,9%
Lazer, recreio ou férias — o principal motor das viagens ao estrangeiro, reforçando o perfil de turista de lazer dos residentes.
As viagens por motivos profissionais ou de negócios decresceram 13,5% — uma tendência que reflete a consolidação do teletrabalho e a redução das deslocações de negócio presenciais observada em todo o mundo desde a pandemia.
O Alojamento: Hotéis a Ganhar Terreno
No que respeita ao tipo de alojamento, o alojamento particular gratuito — segunda residência ou casa de familiares e amigos — continua a dominar, concentrando 58,6% das dormidas (9 milhões). Um dado que confirma a importância da segunda habitação no turismo interno português e o papel que o parque habitacional privado desempenha na mobilidade dos residentes.
Os hotéis e similares surgem como segunda opção, com 30,3% das dormidas (4,7 milhões) — e são a escolha preferida nas viagens de lazer (45,1%) e nas deslocações profissionais (67,3%). Um sinal positivo para o setor hoteleiro, que vemos reforçado pelos dados de investimento já divulgados para o primeiro semestre de 2026.
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Alojamento particular gratuito
— 58,6% das dormidas (9,0 milhões). Dominante nas visitas a familiares e amigos (91,7%).
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Hotéis e similares
— 30,3% das dormidas (4,7 milhões). Opção de eleição no lazer e nas viagens profissionais.
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Alojamento particular pago
— 7,6% das dormidas (1,2 milhões). Crescente relevância do alojamento local e arrendamento de curta duração.
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Outro alojamento coletivo
— 3,5% das dormidas (538,6 mil). Inclui parques de campismo e pousadas da juventude.
O Que Estes Dados Significam para o Mercado Imobiliário
A leitura destes dados vai além do turismo. Para o Grupo Vantagem, que acompanha de perto a evolução do mercado imobiliário português, há implicações concretas a retirar.
O crescimento das viagens internas de lazer e a relevância da segunda habitação como forma de alojamento reforçam a procura por imóveis em destinos turísticos do interior e do litoral. Regiões como o Algarve, a Comporta, o Alentejo ou o Douro continuam a beneficiar de uma procura estrutural que vai além do verão.
O aumento das viagens ao estrangeiro, por sua vez, confirma a maior mobilidade e poder de compra dos residentes — o que se reflete igualmente numa maior abertura para o investimento em segunda habitação fora das grandes cidades, como alternativa de lazer e de retorno financeiro via arrendamento de curta duração.
"Num país que viaja mais e melhor, a segunda habitação deixou de ser um luxo para se tornar um investimento com retorno duplo: qualidade de vida e rentabilidade."
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