O mercado de trabalho está hoje inundado de termos e designações que podem ser autênticos desafios para quem procura emprego. As soft skills são um desses exemplos. Mas, afinal, como se relacionam soft skills e empregabilidade e o ajudam a conquistar a vaga que ambiciona? Cada vez mais apreciadas pelos recrutadores, sobrepõem-se por vezes às competências técnicas ou ao grau académico na hora de escolher os candidatos. Mas, vamos por partes.
O que são soft skills?
“Skills” não é mais que a tradução exata de “competências". São um estrangeirismo que os Recursos Humanos usam para designar as competências técnicas e conhecimentos específicos necessários para determinada função (as hard skills) ou as competências mais pessoais e sociais (soft skills). Ou seja, ao contrário das primeiras, normalmente adquiridas através do percurso académico, mais facilmente quantificáveis e avaliáveis, as segundas prendem-se com traços de personalidade e competências socias que influenciam a forma como desenvolvemos as nossas funções. Mas também como interagimos no ambiente de trabalho. Será fácil perceber que têm uma carga muito mais emocional do que técnica.
Soft Skills versus Grau Académico
O grau académico tem vindo a perder pertinência, até por ser cada vez mais comum candidatos com licenciaturas, mestrados ou outros graus. Estudos vários apontam para uma certa desvalorização das hard skills e da sua pertinência enquanto critério essencial para recrutamento. As competências comportamentais atraem cada vez mais os empregadores e farão certamente a diferença no mercado de trabalho. Portanto, fica a dica.
A BOA NOTÍCIA? DEPENDE APENAS DE SI TREINAR E APERFEIÇOAR.
Esta alteração de paradigma implica mudanças na forma de recrutar e eleger candidatos. Num mundo cada vez mais digital é essencial humanizar as empresas e daí a importância dada a características como a capacidade de comunicação, a eficiência, a capacidade de adaptação (tão falada e importante no contexto atual), a capacidade de trabalhar em equipa, a criatividade ou a iniciativa. E a boa notícia é que pode treinar e aperfeiçoar cada uma delas; portanto, só depende de si. Veja-se a importância, nos dias que correm, da resiliência, do pensamento crítico ou da flexibilidade; farão toda a diferença no momento de escolher o candidato ideal para uma determinada função. E percebe-se perfeitamente porquê, até porque falamos de competências aplicáveis a qualquer tarefa ou função.
Que competências incluir no CV?
Na redação do seu CV tenha em atenção que deve ser absolutamente fiel à realidade. Ou seja, não adianta referir todas as competências e mais alguma se, na verdade, isso não corresponde à verdade. É preferível, acredite, demonstrar que está disponível para aprender ou aperfeiçoar – até porque dessa forma vai estar a revelar bastante sobre si: honestidade, disponibilidade e empenho. E isso, garantidamente, somará pontos a seu favor.
Não obstante e porque já abordámos esta relação entre soft skills e empregabilidade, já explicámos (ou relembrámos) a importância desta competências, enunciamos algumas das que mais se destacam e a sua importância no processo de recrutamento.
COMUNICAÇÃO
Clareza e objetividade na comunicação são essenciais para receber e transmitir informação e só assim se cumprem objetivos. Assim, um candidato que não reúna competências comunicacionais poderá estar “um passo atrás”.
ESPÍRITO DE EQUIPA
Também já o mencionámos: saber trabalhar em equipa e contribuir para metas comuns é estar alinhado com os objetivos da empresa. Assim como a economia não é a soma das empresas, estas não são a simples soma dos seus ativos. Portanto, no momento de recrutar colaboradores, demonstrar capacidade de trabalhar em equipa é fundamental.
CAPACIDADE ANALÍTICA
A capacidade analítica dois candidatos diz muito da sua flexibilidade e capacidade de adaptação; ora, sem a primeira, as seguintes tornam-se inviáveis já que precisam saber analisar para saber decidir e, então, adaptar-se se necessário. E são colaboradores com este tipo de competência que as empresas procuram, os que criam soluções.
RESILIÊNCIA
Está na ordem do dia e não será por acaso. Na sequência da anterior, a capacidade de resiliência é fundamental para lidar com dificuldades e encontrar estratégias para as ultrapassar. Muito fundamentada pela atitude positiva, esta competência é “altamente” contagiosa, no bom sentido, claro! Um colaborador motivado – por norma mais produtivo – vai provavelmente transferir esta energia à equipa e uma equipa motivada é meio caminho andado para o sucesso.
ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DE TEMPO
Definir objetivos e estabelecer prioridades para os atingir são competências também elas muito apreciadas. Sobretudo nos dias de hoje, em que tudo acontece a uma velocidade vertiginosa, é preciso saber (e demonstrar que sabe) gerir muito bem o seu tempo. Que consegue dar resposta às necessidades da entidade nos prazos definidos para o efeito mas, por outro lado, também sabe lidar com a pressão dos imprevistos.
Ser o candidato adequado é totalmente diferente de ser o candidato ideal e a diferença pode estar nas competências pessoais e sociais. Como percebeu, soft skills e empregabilidade andam cada vez mais de mãos dadas; ajudam a encontrar emprego e são um elemento cada vez mais apreciado pelas organizações. Aposte em si, nas suas capacidades e treine as competências que sendo importantes, lhe colocam mais dificuldades. Vai potenciar os seus resultados e, certamente, aumentar a probabilidade de conquistar a oportunidade de emprego que procura.
Se acha que reúne as competências necessárias, poderá candidatar-se a alguma das vagas de emprego que temos em aberto. Contacte-nos!