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É de pequenino que se poupa o dinheirinho

1 de Jun de 2022

O tema “poupança” é sempre atual e, independentemente da situação financeira das famílias, deve ser abordado junto dos mais novos. Se ensinar às crianças o valor do dinheiro é importante, esta educação financeira vai também promover seu desenvolvimento cognitivo no âmbito da organização e planeamento. Assim, diríamos que é de pequenino que se poupa o dinheirinho e nada como ensinar aos nossos petizes algumas boas práticas neste sentido.


EXEMPLO

O exemplo é um dos alicerces da aprendizagem. Quem não calçou os sapatos de salto da mãe ou não simulou a condução do automóvel consoante via os progenitores? No que diz respeito à poupança, acontece exatamente a mesma coisa. Portanto, pode incutir noções de poupança e, claro, demonstrá-lo. Ou seja, quando for com ela às compras, aproveite para demonstrar na prática o que lhe ensinou em teoria; distinga o necessário do supérfluo, defina prioridades e partilhe com ela. Pode até aproveitar, adequando à idade, para exercitar a matemática através de exercícios simples.


ORIGEM DO DINHEIRO

Muitas vezes os mais pequenos não sabem exatamente de onde vem o dinheiro ou como se ganha. É até comum acharem que as caixas multibanco são meros dispensadores de dinheiro onde, sempre que precisam, os pais vão buscar recursos. Na verdade, perceber que é uma retribuição pelo seu esforço, trabalho e empenho – no caso do vencimento – contribui para darem o devido valor e perceber que nem sempre é possível ter o que querem.


NÃO DRAMATIZE

Ainda que a sua situação financeira não seja a melhor, ensinar os mais pequenos não significa fazer dramas. De todo! O que deve fazer, sim, é abordar o tema de forma séria q.b mas também descontraída. Perceber as suas ações e a forma como estão associadas à gestão consciente dos seus recursos vai ajudá-los a reconhecer a poupança como uma necessidade. Para abordar esta questão de forma lúdica, pode sempre recorrer a jogos relacionados com o tema – quem nunca jogou monopólio, por exemplo, ou ouviu a história da cigarra e da formiga?


DEFINA OBJETIVOS

Percebida a importância de poupar, é tempo de avançar para a fase seguinte; na verdade, pode até ser uma etapa paralela. Definir objetivos (e alcançá-los) ajuda a concretizar a ideia e torna até mais interessante este conceito de poupança. Identifique algo que a criança goste e estabeleça como objetivo poupar para comprá-la. Independentemente do que for, fale com ela sobre o tempo que pode demorar até o conseguir, sobre a paciência que terá de ter, bem como a satisfação que vai sentir ao conquistar o que pretende.


OFEREÇA UM MEALHEIRO

Ver o dinheiro acumular-se (e o volume de moedas e/ou notas crescer) vai incentivar a criança a levar a sua “missão” até ao fim; o ato de poupança está ali representado naquele mealheiro e o resultado torna-se “palpável”. Aliás, sugerimos que opte por moedas de valor mais pequeno para, assim, aumentar a quantidade. As crianças deixam-se mais facilmente impressionar por 10 moedas de 0,10€ do que por uma de 1€, se é que nos fazemos entender.


RECOMPENSE E INCENTIVE

Pode ser discutível recompensar as crianças por tarefas domésticas que executam, por exemplo. Se, por um lado há quem encare como “obrigação” e parte de um processo macro de aprendizagem, há quem defenda que pode ser um estímulo. É uma questão de bom senso e equilíbrio mas o que é facto é que sentirem-se recompensadas é, maioritariamente, uma forma de incentivo. Portanto, equacione a possibilidade de recompensá-las com um determinado valor – ainda que simbólico. Vão perceber melhor a ideia de que o dinheiro não cai do céu e custa a ganhar.


ENSINE A GERIR

Agora que já abordou a origem do dinheiro, que já definiram objetivos e a criança já começou a amealhar as suas poupanças, é importante fazê-la perceber que tem de as gerir. Através de uma mesada, por exemplo e caso já tenham maturidade suficiente para tal, faça compreender que têm de gerir uma determinada quantia, num determinado período de tempo. Uma parte pode destinar-se a certas necessidades e outra, claro está, à poupança. É uma forma de aumentar a sua responsabilidade financeira e continuar empenhado no cumprimento do objetivo antes traçado.


APRENDER COM OS ERROS

Somos pessoas e… as pessoas erram. As crianças não são exceção, claro, mas o mais importante é continuar a incentivá-los no sentido de aprender com os erros. Ou seja, ajude-os a perceber a origem e o que podem fazer para não o cometer novamente. Sobretudo, não caia na tentação de quebrar regras. Ou seja, se definiu um objetivo de poupança para comprar determinado artigo, não o compre (e ofereça) só porque está a demorar algum tempo consegui-lo. Deve sim, na definição de objetivos esclarecer que comprar um puzzle não é propriamente a mesma coisa que comprar uma consola ou fazer uma viagem e ajudar a estabelecer metas. Quem sabe, criar até mealheiros diferentes para objetivos diferentes.


Se concorda que é de pequenino que se poupa o dinheirinho – ou se aprende a poupar – opte por uma atitude pedagógica ao invés de teorias enfadonhas a que as crianças não prestam atenção. No entanto, aconselhamos que não dê importância excessiva ao dinheiro. É importante mas não é tudo. Há que saber gerir e aproveitar da melhor forma possível. Ser financeiramente cuidadoso é diferente de ser obcecado por dinheiro.


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